
Queridos Amigos, Este espaço é nossa janela para o mundo fora da mata onde moramos.Sintam-se à vontade: a mata é sua !
Este ano não tem sido nada fácil para nossa família animal. Primeiro foi a perda inesperada de nosso querido Toby, depois a morte do Krishna, depois o sumiço do Zeus e agora outra morte: de nosso estimado e amado Shiva. Respectivamente 1 cão e três gatos de baixas em nossa família animal. É muito difícil descrever o que sentimos nestas horas, pois são anos de convívio, troca de afetividades e um companheirismo maravilhoso. Nossos cães e gatos, além do Frederico (papagaio) são realmente parte de nossa família. São filhos do reino animal que aprendemos a admirar e a cuidar de maneira muito especial. Por isso rendemos aqui nossas homenagens a você, Shiva. Nosso querido gatão, em tamanho, beleza, doçura, afetividade e índole. Cada vez que um de vocês parte, parte-se também um pedacinho de nossas vidas. Resta a lembrança dos momentos felizes e das alegrias que compartilhamos. E que o deus da transformação (Shiva) se encumba de aconchegá-lo num cantinho especial do céu. Adeus, amigão. 
SP, sexta-feira, 26/07/08, 01:30 da manhã. Saio pra comprar cigarros e a padaria aqui ao lado ainda aberta. Entro. E na saída, vejo na calçada um senhor com aquela "boina" tipo africana, conversando com outro cidadão bem mais jovem - que em seguida descobriria tratar-se também de um músico. Volto e arrisco a pergunta: "O senhor é o Jorginho?". Ele abre o sorriso e confirma: "Sou!".
Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos.
Quanto mais obstáculos surgirem, maior será a resposta deste guerreiro. Quanto maior for o desafio, mais aguerrido será meu confronto. E sempre... sempre na cumplicidade de minha amada e brava guerreira.
Depois de um mês, desde o início desta nova fase de trabalho, as coisas vão aos poucos se acomodando nesta inédita realidade na qual minha vida se transformou. É mais uma sequência deste meu "road movie", ou talvez "docu-drama" pessoal, cujo roteiro factual vou descobrindo a cada take. A única certeza é a de que, por força das novas configurações (profissionais ou não), minha cabeça passa a armazenar um zilhão de novos dados.

Sob a inapelável batuta do BC, estamos simplesmente reféns diante de uma tremenda nova "mão grande" por parte dos bancos. Agora, dependendo da opção do pacote de tarifas de serviços, somos condicionados a operar um número determinado de saques em caixas eletrônicos - senão você PAGA para sacar. Isto significa que o dinheiro obtido com o fruto de seu trabalho não pode ser seu, quando você quiser, quantas vezes você bem entender. O banco é quem estipula. A coisa já rolava solta quando estipularam o limite mínimo para gastos com cheques - abaixo de X você pagava uma tarifa. E daí se você esboça uma indignação por tal absurdo, surge a velha frase na boca dos funcionários dos bancos: É a nova "regulamentação" do Banco Central.
Legal, né?
Ontem selei meu destino ao assinar contrato com a Rede Record. São as voltas que a vida dá. Depois de 15 anos desde que saí da TV Cultura - período em que pulei de galho em galho feito macaco assustado, freelando pelas produtoras -, eis que volto à labuta no frenesi da louca São Paulo. A mata, os bichos e a exuburância da natureza das montanhas ficam de lado. Ou só nos fins de semana. Retornam o antigo cenário, os estúdios, as gravações e o ambiente de televisão.
São motoristas muito "folgados", sem educação, imprudentes, arrogantes e, acima de tudo, com péssimas noções de civilidade e direção adequada. Curiosamente este fenômeno engloba todas as classes sociais, sendo muitas vêzes os ricaços com seus jipes de luxo 4 x 4 em desfile pelos Jardins, grandes protagonistas de "dedadas", quando invariavelmente estão no meio de alguma infração - notadamente em filas duplas. Os motoboys então, são um verdadeiro capítulo à parte, com suas manobras perigosas e comportamentos agressivos. Nestes dias de trabalho em SP, vi em pelo menos 3 ocasiões, esses kamikazes largados no asfalto sendo atendidos pelo resgate. São os donos das ruas e com eles não tem pra ninguém. Os caminhões com seu poder quase bélico impõem-se pelo tamanho. E finalmente os ônibus, que parecem transgredir leis a eles destinados completam este cenário caótico. O festival de aberrações é vasto: fechadas, disputa por pistas, ausência absoluta do acessório "seta" por parte dos motoristas e muito, muito mais. Um menu dos mais indigestos. Como diria a letra da famosa canção de Ari Barroso: "Isso aqui Iô Iô é um pouquinho de Brasil Iá Iá". Infelizmente.
Nem bem nos recobramos da morte do Toby e sofremos outra baixa. Esta linda manhã de outono reservou uma surprêsa nada agradável: seu corpinho inerte não deixava dúvidas quanto à sua partida. Você mais parecia um anjinho adormecido...
Hoje completamos 5 anos desde o primeiro dia que fincamos nossas perspectivas e encaramos o desafio de viver nestas montanhas de Atibaia. Foram anos de alegrias, surprêsas, muito trabalho, esperanças e decepções. Acima de tudo, a vivência nesta natureza exuberante e mágica. Uma biodiversidade que só quem passa o dia a dia aqui pode testemunhar. Os ciclos sazonais e mais um verão que se vai. No momento nem mesmo sei se no próximo estaremos por aqui, tal a incerteza que ronda nossas expectativas. Um novo tempo se avizinha e uma nova guinada está em curso. Volto às minhas atividades como produtor, muito mais por necessidade, do que por prazer. Muito embora o trabalho que me espera represente um enorme trunfo de realização. Se nada pudemos conquistar ante nossas perspectivas de 5 anos atrás, resta a experiência de tudo que aqui foi vivido. Sem contar, é claro, com o nascimento de nosso amado João Pedro, cujo processo de crescimento nos enche de felicidade e recompensa.
Um dia você entrou aqui no sítio e logo eu tentei te tocar pra fora. Uma, duas, três vezes. Até que uma atitude sua me desarmou totalmente: você cruzando as patas sobre a cabeça como que dizendo, "me deixa ficar vai!". Fiquei muito comovido com aquela cena. Arrependido, acabei cedendo e assim nasceu nossa linda amizade. Você acabava de ganhar um novo lar. Quanta simpatia você esbanjava, Toby. Com seu jeitão vira-lata e andar desengonçado era nosso perfeito vagabundo. Mas de um um olhar de bondade irresistível. Generosidade e gratidão em abundância, muito além de nossa acolhida para com você. Você foi o primeirão de nossos guardiões a bradar seu latido por nossas matas, juntando-se ao Popó. Daí apareceu a Inga com quem vc se ajeitou, dando origem àquela linda ninhada (ponto pra você, Toby, grande conquistador), restando conosco Jimi, Nina, Sarah e Aretha. What a family !!! Foram 4 maravlhosos anos em sua companhia. Mas de repente...
Estamos testemunhando uma mega invasão de abelhas neste verão. Tal fato não só é constatado por nós aqui no Canto das Águas - outro dia fui abrir a tampa do reservatório de água e fui "agraciado" com umas 5 picadas que deixaram minha perna esquerda parecendo um pernil ou aquelas matronas italianas de perna batatuda - como por nosso mestre "abelhudo" Marcão. Que aliás recentemente conseguiu capturar um outro enxame, no nosso bambuzal, cujas abelhas aplicaram inapelavelmente cerca de 20 picadas no André.