22 junho 2008

A farra dos bancos


Sob a inapelável batuta do BC, estamos simplesmente reféns diante de uma tremenda nova "mão grande" por parte dos bancos. Agora, dependendo da opção do pacote de tarifas de serviços, somos condicionados a operar um número determinado de saques em caixas eletrônicos - senão você PAGA para sacar. Isto significa que o dinheiro obtido com o fruto de seu trabalho não pode ser seu, quando você quiser, quantas vezes você bem entender. O banco é quem estipula. A coisa já rolava solta quando estipularam o limite mínimo para gastos com cheques - abaixo de X você pagava uma tarifa. E daí se você esboça uma indignação por tal absurdo, surge a velha frase na boca dos funcionários dos bancos: É a nova "regulamentação" do Banco Central.
Legal, né?

31 maio 2008

O Destino

Ontem selei meu destino ao assinar contrato com a Rede Record. São as voltas que a vida dá. Depois de 15 anos desde que saí da TV Cultura - período em que pulei de galho em galho feito macaco assustado, freelando pelas produtoras -, eis que volto à labuta no frenesi da louca São Paulo. A mata, os bichos e a exuburância da natureza das montanhas ficam de lado. Ou só nos fins de semana. Retornam o antigo cenário, os estúdios, as gravações e o ambiente de televisão.
O mais curioso é que exatamente ontem meu querido tio Raul, o saudoso Bico, faria aniversário. Justo ele que brilhou na Era de ouro da Record à frente de programas antológicos que marcaram a história da Tv brasileira. Onde quer vc esteja, querido tio, receba meu abraço. E aqui vou eu nesta nova e importante empreitada. Afinal, aos 51 anos e com um filho de dois, nada mais seguro do que abraçar esta oportunidade. Rede Record, rumo à liderança !

30 maio 2008

Terra de Bravos

Indios isolados fotografados recentemente encontrados
(fonte:uol)

Com toda esta onda de soberania, demarcações indígenas, ongs gringas etc e tal, o Brasil ainda é um tremendo enigma. Hoje mais um poço de petróleo foi anunciado como descoberta. Que país é este ? Grande enigma.


21 maio 2008

Compasso de Espera

A decisão, quem está tomando, é o destino.

13 maio 2008

radiografia de um povo


Certamente um dos aspectos que mais traduz o comportamento e a cultura do povo brasileiro está escancarado no trânsito das grandes cidades. Como morador ou frequentador da cidade de São Paulo, isto fica mais do que patente. O trânsito de São Paulo espelha tudo de ruim que rege a sociedade brasileira em seu viés paulistano.


São motoristas muito "folgados", sem educação, imprudentes, arrogantes e, acima de tudo, com péssimas noções de civilidade e direção adequada. Curiosamente este fenômeno engloba todas as classes sociais, sendo muitas vêzes os ricaços com seus jipes de luxo 4 x 4 em desfile pelos Jardins, grandes protagonistas de "dedadas", quando invariavelmente estão no meio de alguma infração - notadamente em filas duplas. Os motoboys então, são um verdadeiro capítulo à parte, com suas manobras perigosas e comportamentos agressivos. Nestes dias de trabalho em SP, vi em pelo menos 3 ocasiões, esses kamikazes largados no asfalto sendo atendidos pelo resgate. São os donos das ruas e com eles não tem pra ninguém. Os caminhões com seu poder quase bélico impõem-se pelo tamanho. E finalmente os ônibus, que parecem transgredir leis a eles destinados completam este cenário caótico. O festival de aberrações é vasto: fechadas, disputa por pistas, ausência absoluta do acessório "seta" por parte dos motoristas e muito, muito mais. Um menu dos mais indigestos. Como diria a letra da famosa canção de Ari Barroso: "Isso aqui Iô Iô é um pouquinho de Brasil Iá Iá". Infelizmente.

08 maio 2008

dúvidas

Os novos ventos profissionais trouxeram também dúvidas sobre que caminho seguir. Inesperadamente uma opção de escolha acabou surgindo no movimento deste retorno ao trabalho. Espero poder tomar a decisão correta. E que os deuses me iluminem nesta direção.

26 abril 2008

Adeus, Krishna

Nem bem nos recobramos da morte do Toby e sofremos outra baixa. Esta linda manhã de outono reservou uma surprêsa nada agradável: seu corpinho inerte não deixava dúvidas quanto à sua partida. Você mais parecia um anjinho adormecido...
Nossa família felina diminui para 6 membros. Primeiro foi o Zulu, que desapareceu durante a reforma da casa, levantando suspeitas até de que alguém tivesse lhe feito mal. E agora você, doce amiguinho, a quem batizamos com este lindo nome da divindade hindu. Com certeza seu carinho, suavidade e amabilidade estarão para sempre presentes em nossos corações. Vá com Deus, meu bom amigo. E que a paz o aninhe onde quer que você esteja.

14 abril 2008

Vida cigana

Em virtude de meu trabalho em SP e de fatores relacionados a esta nova realidade, estou morando alternadamente em três casas. A minha, nas montanhas, a do meu primo Raulito em SP e em meu carro - nos deslocamentos e no bagageiro. São meus três pontos de apoio nesta empreita. Já não tenho lá muita idade para esta vida de aventuras, mas para quem nasceu pra ser cigano, até que não estou me saindo tão mal. Vamos ver como esta velha carcaça resiste durante o processo.

13 abril 2008

On the road again...

Ainda que por um período curto, retorno à minha atividade como produtor. O cenário: Rede Record. Palco onde no passado meu querido tio Raul, o Bico, reinou à frente da legendária equipe A. Eram outros tempos, onde a Record era a Globo de hoje. As posições estão invertidas neste novos dias, com a Record tentando superar sua rival na liderança pela audiência.

28 março 2008

5 anos hoje

Hoje completamos 5 anos desde o primeiro dia que fincamos nossas perspectivas e encaramos o desafio de viver nestas montanhas de Atibaia. Foram anos de alegrias, surprêsas, muito trabalho, esperanças e decepções. Acima de tudo, a vivência nesta natureza exuberante e mágica. Uma biodiversidade que só quem passa o dia a dia aqui pode testemunhar. Os ciclos sazonais e mais um verão que se vai. No momento nem mesmo sei se no próximo estaremos por aqui, tal a incerteza que ronda nossas expectativas. Um novo tempo se avizinha e uma nova guinada está em curso. Volto às minhas atividades como produtor, muito mais por necessidade, do que por prazer. Muito embora o trabalho que me espera represente um enorme trunfo de realização. Se nada pudemos conquistar ante nossas perspectivas de 5 anos atrás, resta a experiência de tudo que aqui foi vivido. Sem contar, é claro, com o nascimento de nosso amado João Pedro, cujo processo de crescimento nos enche de felicidade e recompensa.

28 janeiro 2008

51 hoje

Faltam poucos minutos para 51 e mais um dia. A estrada continua. Enquanto houver passos a abrir picadas, lá estarei. A meta agora é chegar aos 60. Meu filho João Pedro é meu maior propulsor nesta jornada. Até lá ele estará com 10. Que Deus me permita estar ao seu lado. Forte e pronto para ajudá-lo no que preciso for.

26 janeiro 2008

Saudades...Toby

Querido Amigo,

Ontem fez uma semana que não contamos mais com sua presença e sua companhia. Uma semana sem seu latido de alerta. Uma semana de sua partida. Saudades. Muitas saudades.

21 janeiro 2008

Despedida

Querido Toby,

Parece que foi ontem que você por aqui surgiu. Naquele tempo, ano 2003, vínhamos de SP cheios de esperanças em alavancar nosso projeto aqui no sítio. Nossos filhos "pets" vindos de Moema eram o Shiva, o Frederico e o Popó. Respectivamente, um enorme gato, um simpático papagaio e um intrépido Fox Paulistinha. Ao juntar-se à nossa família, você trouxe muita alegria e carinho. E trouxe também uma sensação de proteção, com seu latido grosso. Quem o ouvisse sem vê-lo pensaria tratar-se de um cão de porte muito maior que o seu. A única coisa que a gente estranhava era aquele seu bafo fedorento, rsrsrsrs.
Com a chegada da Inga, que igualmente adotamos, vocês formaram um lindo par. Lembro-me de vocês dois correndo pra cima e pra baixo pelo sítio, apostando corrida. Era uma alegria ! Ela não largava do seu pé, lamuzando-o com sua baba. Lindas demonstrações de afeto entre vocês dois.
Daí ela pregou uma "peça" em nós aqui quando ficou prenha de você. Quando pensávamos em confiná-la com a chegada do cio, a coisa já tinha sido consumada. Vieram seus filhos, sete ao todo! O Ray, o Marley, o Jimi, a Nina, a Sarah, Tina e Aretha. Destes ficamos com 4 e conseguimos doar os outros 3. Jamais faríamos como muitos fazem, que é colocar os filhotes numa caixa de papelão ao Deus dará.
E assim ficamos com uma verdadeira matilha. Qualquer movimento na estrada ou barulho diferente, pronto! Um festival de latidos pra ninguém botar defeito. Você, claro, sempre se destacando como um dos latidos mais poderosos.
Tristemente, você foi o primeiro a nos deixar, meu doce amigo. Fica o restante desta linda família, mas com a lacuna de sua ausência. Uma ausência que jamais será preenchida, pois você foi muito especial no convívio entre nós. Que Deus lhe abençoe, querido Toby.

20 janeiro 2008

Ainda Toby

Uma terrível sensação insiste em não me abandonar. Uma sensação que mescla dúvidas, mea culpas, incertezas e questionamentos. Tento puxar pela memória dos recentes fatos me perguntando onde foi que eu errei. Se é que errei. Uma espécie de investigação mental inconsciente ronda minha cabeça em intervalos quando ela não está ocupada por outros pensamentos quaisquer. Parece um exercício obsessivo. Sei lá.
O ato de alimentar os cães ontem foi muito simbólico. Faltava ele, o Toby.
É como se mesmo tendo executado a tarefa de seu sepultamento no cantinho do Buda não signifique quase nada ante a sua ausência. Tá difícil, Toby. Você era muito querido.

19 janeiro 2008

o "day after"

Não foi nada fácil a tarefa que estava à minha espera hoje. Pela manhã, após um telefonema com o veterinário, fora descartada a hipótese de uma autópsia no Toby. Fato que apenas acentuou nossa angústia, pois nunca saberemos de fato o causou a morte dele. A mais cogitada seria a possibilidade de um feito avassalador de uma picada ou mordida de bicho peçonhento. Será? Recentemente o Toby, seguramente o menos vulnerável a doenças de nossos então 8 cães, havia adquirido um problema entre os dedos da pata esquerda dianteira. Como uma ferida. Mancava de dar dó com a patinha dobrada. Como de costume, cuidamos prontamente de tratá-lo, chamando o veterinário e medicando-o. Já curado, ele não voltara a se alimentar como antes do problema surgir. Mas sempre achamos que seria uma questão de tempo. Sua doença surgiu quase simultaneamente ao de um outro em um de nossos gatos, a Chiquinha. Quebrando uma rotina onde há muito não ocorriam problemas com nossos bichos. Mas no caso dela (tanto quanto o dele, supomos) o pior já tinha passado.
Nas últimas horas fomos tomados por um turbilhão arrebatador de pensamentos, sentimentos, lembranças, e por que não dizer, remorsos, auto-cobranças. Quando acontece assim de repente, como com as pessoas, você sempre se "arrepende" por, quem sabe, não ter feito mais por aquele ser. Desde que construímos o canil, praticamente perdemos o hábito de sair pelo sítio com os cães. O mato alto também nos desestimulava ante o perigos de animais silvestres e peçonhentos. Também as tarefas do dia a dia, acabam tornando os cuidados diários com os bichos uma coisa meio automática. Por isso é realmente muito triste a dor desta saudade.
Enfim acabamos escolhendo um local muito especial para ele. Próximo à estátua de um Buda que está neste lugar há cerca de 50 anos. Ferramentas na mão, lá fui eu, e depois em companhia da Débora e do João Pedro (que evidentemente nada percebia, pois colocamos o Toby embalado em dois sacos plásticos pretos), fazer nosso último ato de carinho com o Toby. Feita a cova demos nosso último adeus, na presença solene do Jimi (um dos filhos de Toby com a Inga). Depois ornamos com pedras em sua volta e a Dé colocou um pequeno arranjo de flores silvestres amarelinhas.
E é neste cantinho que Toby terá seu novo lar. Sob as bênçãos dos deuses e da natureza ao seu redor.

18 janeiro 2008

Pra Sempre, Toby...

Um dia você entrou aqui no sítio e logo eu tentei te tocar pra fora. Uma, duas, três vezes. Até que uma atitude sua me desarmou totalmente: você cruzando as patas sobre a cabeça como que dizendo, "me deixa ficar vai!". Fiquei muito comovido com aquela cena. Arrependido, acabei cedendo e assim nasceu nossa linda amizade. Você acabava de ganhar um novo lar. Quanta simpatia você esbanjava, Toby. Com seu jeitão vira-lata e andar desengonçado era nosso perfeito vagabundo. Mas de um um olhar de bondade irresistível. Generosidade e gratidão em abundância, muito além de nossa acolhida para com você. Você foi o primeirão de nossos guardiões a bradar seu latido por nossas matas, juntando-se ao Popó. Daí apareceu a Inga com quem vc se ajeitou, dando origem àquela linda ninhada (ponto pra você, Toby, grande conquistador), restando conosco Jimi, Nina, Sarah e Aretha. What a family !!! Foram 4 maravlhosos anos em sua companhia. Mas de repente...
Eu não posso acreditar, Toby. Hoje é um dia muito, muito triste. Choro muito por você que partiu sem aviso, nos pegando de "calça curta", causando essa dor maior de uma partida repentina. É quando nos arrependemos de não ter brincado mais com você, lhe dado mais carinho e tudo que você mereceria. Que pena, Toby. God bless you. Eu sempre te amarei. E obrigado por nos ter dado tantas alegrias...

17 janeiro 2008

A invasão das abelhas

Estamos testemunhando uma mega invasão de abelhas neste verão. Tal fato não só é constatado por nós aqui no Canto das Águas - outro dia fui abrir a tampa do reservatório de água e fui "agraciado" com umas 5 picadas que deixaram minha perna esquerda parecendo um pernil ou aquelas matronas italianas de perna batatuda - como por nosso mestre "abelhudo" Marcão. Que aliás recentemente conseguiu capturar um outro enxame, no nosso bambuzal, cujas abelhas aplicaram inapelavelmente cerca de 20 picadas no André.
Tenho acompanhado-o em algumas tarefas, no resgate de enxames que tomaram casas da região urbana e rural de Atibaia. Mais para fotografar e filmar as ações. São dezenas de chamados de gente que tem suas casas "invadidas" por enxames. Uma operação que envolve equipamentos, conhecimento e habilidade.
É impressionante a estrutura bio-organizacional que rege estes seres maravilhosos responsáveis pela fabricação de um produto tão fantástico que é o mel. Uma substância versátil e um delicioso alimento rico em muitos nutrientes.

05 janeiro 2008

Dois mil e 8


Este blog deseja a todos seus amigos e visitantes um ano de luz, boas energias, realizações de desejos, concretizações de sonhos, muita saúde e prosperidade em abundância.

26 dezembro 2007

Quando alguém é insubstituível

Borges de Barros, grande voz do humor (Folha de S. Paulo)

O mais engraçado dos velhinhos não se vestia de Papai Noel no Natal, nem mesmo para a família- "porque seria um Noel diferente; pelo humor e pela voz todo mundo saberia que era ele". A saraivada de piadas e pegadinhas, até com as crianças, fazia a diferença -ele apontava uma luz lá longe pela janela e deixava os filhos curiosos, debruçados no parapeito, enquanto trazia os presentes.O nome de batismo, Fileto Borges de Barros, em nada agradava o menino religioso nascido em Corumbá (MS) e formado em um colégio de padres -"uma espécie de coroinha", que chegou a dar aulas de catecismo às outras crianças.Após a morte do pai, a mãe veio com os cinco filhos para São Paulo. Barros foi estudar no liceu do Instituto de Ciências e Letras e trabalhar em uma fábrica de bonés. Ganhava uma miséria, mas era um garoto na cidade grande.Até que a moda do rádio pegou, sua voz se destacou entre as apresentações radiofônicas no liceu e ele acabou indicado para umas tais gravações -e um belo dia chegou em casa com o primeiro salário, uma verdadeira fortuna comparada ao que ganhava na fábrica. "Na nossa família ninguém ganha sem trabalhar, todo mundo é honesto", disse a mãe, assustada. Mas ela logo se acostumaria -se não com a fortuna, que nunca veio, ao menos com o sucesso na TV.Já no início dos anos 1940, Barros foi locutor de radionovelas. A voz que "era seu maior patrimônio" lhe garantiu também pontas de dublagem em novelas em filmes -"muitos atores não tinham voz para isso", dizia.Era dele o grito do "Tarzan" brasileiro, dos personagens Leôncio e Zeca Urubu no desenho "Pica-Pau", do Moe, de "Os Três Patetas", do Capitão Lord de "Titanic", do Pingüim da versão dos anos 60 de "Batman" -e de tantos outros heróis e vilões de cinema e TV. Foi até reconhecido por Jonathan Harris como o seu melhor dublador de Dr. Smith no seriado "Perdidos no Espaço". Mas ele era mais que uma bela voz. Seu humor seria logo reconhecido, quando atuou com Dercy Golçalves e Grande Othelo em "Se Meu Dólar Falasse". A partir daí, virou comediante de fato. Convidado por Manoel da Nóbrega, foi fazer na "Praça da Alegria" o mendigo milionário que se dizia amigo de políticos e celebridades e que o deixaria famoso por seu bordão "meu caro colega". O mesmo mendigo que levaria para "A Praça É Nossa", do filho de Manoel, Carlos Alberto da Nóbrega. Viveu na "Praça" décadas a fio. Sua última aparição foi exatamente no Natal do ano passado, quando foi um dos homenageados por Carlos Alberto da Nóbrega. Só ficava triste quando não tinha trabalho. "Vida de artista não é fácil", dizia. Mas, sempre que a situação apertava, lá ia ele com a sua voz fazer "bicos" em comerciais e novelas. Porque, como costumava frisar, "o artista era um escravo que trabalhava por amor à senzala".Mas nos últimos anos a visão piorou, e ele não mais enxergava as legendas dos filmes para dublagem. E estava doente. Sentado no aparelho de hemodiálise, em longas conversas com o filho, ele percebeu que tinha, há muito tempo, perdido a conta das mil vozes que deixara gravadas em seus mais de 60 anos de carreira. Morreu no dia 12 aos 84 anos, em São Paulo, de parada cardíaca, durante uma sessão de hemodiálise. Tinha dois filhos e três netos.